Serviço Experimental de CIrcuitos aPrOvisionados dinamicamente (SE-CIPÓ)

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Descrição

O Serviço Experimental Cipó (SE-Cipó) oferece uma DCN (Dynamic Circuit Network) no Backbone RNP, para configuração automatizada de circuitos fim a fim (lightpaths) de curta ou longa duração entre um ponto A a um ponto B em um mesmo domínio ou diferentes domínios de rede. Os circuitos normalmente são usados por aplicações que demandam grande largura de banda e maior qualidade de serviço que o melhor esforço (best effort) oferecido pela Internet.

Um benefício da abordagem DCN é que os circuitos  aprovisionados de maneira automática, ao invés do aprovisionamento manual, é mais rápida, menos trabalhosa e menos sujeita a erros. No SE-Cipó, além da automação, a configuração e remoção dos circuitos pode ser realizada através de agendamento por meio de uma intuitiva interface web, que pode ser operada por técnicos de um NOC ou mesmo diretamente pelo usuário final.

O projeto SE-Cipó é resultado dos estudos do projeto RedeH/FuturaRNP realizados entre 2008 e 2010. Entre outras atividades, o projeto realizou prospecção tecnológica para definir qual das soluções atualmente disponíveis para aprovisionamento dinâmico de circuitos melhor se adapta à realidade da rede acadêmica operada pela RNP. A solução escolhida foi o OSCARS, usada pela norte-americana Internet2. Também no escopo do RedeH/Futura RNP foi criada a rede experimental Cipó, que opera de maneira sobreposta ao testbed Giga e ao backbone RNP, ligando os laboratórios que participarão do SE-Cipo.

O objetivo do SE-CIPÓ é possibilitar que circuitos fim-a-fim (ou lightpaths), normalmente usados em aplicações que demandam grande largura de banda, sejam aprovisionados de maneira automática na rede Ipê, em substituição ao aprovisionamento manual, uma atividade lenta, trabalhosa e sujeita a erros. A ideia é que esses circuitos possam ser facilmente agendados pelos usuários por meio de uma interface web.

O desenvolvimento e implantação de um serviço de aprovisionamento dinâmico de circuitos são premissas para que a RNP passe a operar uma rede híbrida, uma tendência nas infraestruturas acadêmicas do mundo. Nas redes híbridas, os fluxos de dados de certas aplicações especiais (ex: física de altas energias, astronomia, meteorologia, transmissões de vídeo em superalta definição etc.), que transmitem dados na ordem de gigabytes e terabytes e acima, são segregados do tráfego geral de IP roteado, seguindo circuitos virtuais ponto a ponto sem precisarem ter seus pacotes roteados através de longas redes WAN com grande produto de retardo x largura de banda, conhecidas como LFNs (Long Fat Networks). Isto é vantajoso tanto para aplicações especiais que demandam grande largura de banda, altas taxas de transmissão e baixo retardo, quanto para as aplicações convencionais, que continuam contando com o tradicional serviço de rede de melhor esforço, que podem sofrer perturbações causadas por grandes fluxos de tráfego, de longa duração.

Componentes

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